Oficinas de Artesanato Indígena, Cordel e Fotografia promove a valorização cultural e troca de saberes

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Na cidade de Piripiri, em 25 de novembro de 2022, foram realizadas oficinas de artesanato indígena, cordel e fotografia, visando promover a troca de conhecimentos e valorizar a cultura local. As atividades foram organizadas com a participação de alunos, professores e comunidades, visando utilizar vivências educativas como ferramentas para a construção coletiva do conhecimento.

A primeira oficina, intitulada “Artesanato Indígena – colar de cobra-coral”, foi ministrada pelo Pajé Chicão, da etnia Tabajara. O evento contou com a presença das monitoras Livia Ribeiro, Marina Sousa e Naira Mendes, responsáveis pela orientação das participantes. Durante a oficina, foram expostas peças características da cultura Tabajara, além da produção do colar, que era composto por bambus e miçangas.

Antes do início da oficina, o pajé expressou sua gratidão aos Encantos por autorizarem a realização da oficina. Uma manifestação cultural tradicional, os cânticos do toré foram acompanhados por maracas distribuídas aos presentes. Chicão contou sua história, enfatizando o artesanato como uma forma de terapia, com o potencial de acalmar a mente, tratar a ansiedade e desenvolver a paciência. Ele também enfatizou a importância de proteger as peças fabricadas de energias negativas.

Enquanto as participantes confeccionavam seus colares, Chicão ofereceu orientações adicionais, encorajando-as a se concentrarem no processo criativo, afastando pensamentos de angústia e preocupação. Ao final, as peças foram finalizadas com um nó, e algumas delas estavam disponíveis para venda durante a exposição realizada antes e depois da oficina.

A oficina de cordel foi realizada simultaneamente por Kamila Feitosa, Ana Maria Chimendes e Nyskaline Fonseca, as monitoras. Além disso, duas alunas, Naira Emanuele Souza e Gabriela Santos, chegaram ao grupo de Teresina. Francisco Peres de Souza, também conhecido como Chico dos Romances, estava presente e falou sobre sua vida, suas obras e o papel do cordel em sua vida. Ele enfatizou que a literatura popular não apenas diverte, mas também ensina a população sobre a importância de preservar a história e o patrimônio cultural.

Por fim, Estephanie, João Vitor e Kaique participaram da oficina de fotografia, sendo eles responsáveis pelo transporte e montagem dos equipamentos de filmagem. O professor Oliver apresentou o tema de maneira divertida, apresentando-se e apresentando seu trabalho. Ele explicou poeticamente o significado da câmera e da fotografia por meio de projeções, discutindo seus aspectos agenciais e afetivos, bem como a fotografia conecta a humanidade com o conceito de eternidade.

As oficinas permitiram aprendizado, troca de experiências e valorização cultural. Ele contribuiu para a construção coletiva da memória e o fortalecimento dos saberes e fazeres locais ao unir alunos, professores e comunidades. Além disso, o reconhecimento e a valorização do trabalho artesanal e das tradições indígenas da região foram facilitados pela exposição de peças e vendas promovidas durante as atividades.